Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Segplan promove encontro de gerentes

Última Atualização: Segunda, 01 Outubro 2018 14:42
Joaquim Mesquita: "Temos de aperfeiçoar e consolidar o processo de meritocracia
imagem sem descrição.

Concursado, com nível superior e idade entre 35 a 44 anos. Este é o perfil dos gerentes selecionados pelo Processo de Meritocracia no Governo de Goiás, divulgado nesta quarta-feira (26/9) no 5º Encontro Geral de Gerentes. O estudo “Avanços da meritocracia no Estado de Goiás” foi apresentada pelo pesquisador Rui Rocha Gomes, gerente de Estudos Socioeconômicos do Instituto Mauro Borges (IMB), no Teatro Sesi. O evento, organizado pela Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) e Associação Pró-Mérito, contou também com as palestras “O papel transformador do servidor público e a importância da meritocracia”, do professor e historiador Ricardo Balestreri, e “Inovação e a gestão pública: o que fazer para seguir melhorando o desempenho do setor público no Brasil”, do superintendente do Sebrae em Goiás, Igor Montenegro.

A pesquisa “Avanços da meritocracia no Estado de Goiás” é dividida em três partes: a análise do perfil dos gerentes, o resultado da avaliação destes profissionais e uma pesquisa de opinião realizada com o mesmo grupo. As informações foram extraídas do Sistema RHNet e analisados pelo Instituto Mauro Borges, relativas aos anos de 2010, 2011, 2012 e 2017.

O estudo mostra que a Meritocracia, processo de seleção para ocupação das gerências no Estado de Goiás, promoveu maior grau de escolaridade nos cargos ocupados ao longo dos anos. Antes da implantação do processo, em 2010, o porcentual de gerentes com mestrado era de 6%, já em 2017 esse percentual saltou para 12%. Não havia gerentes com título de doutorado em 2010, no ano passado já são 6 profissionais com esse nível de instrução. O restante das gerencias foram comandadas em 2017 por graduados (71,9%) e servidores com especialização (14,1%).

Outro destaque é o crescimento dos servidores efetivos nos cargos de gerente. Em 2010, apenas 60% dos cargos de gerentes estavam na mão de efetivos, isto é, os 40% dos cargos restantes eram ocupados por comissionados. Em 2017, já são 84% das gerencias ocupadas por servidores efetivos.

A análise mostra ainda que os próprios servidores estão satisfeitos com o processo de avaliação implantado. Em pesquisa de opinião feita com os gerentes, 67% destes são à favor da meritocracia, 73% concordam totalmente em expandir o processo para outros cargos da administração pública e quase a totalidade destes servidores, 97%, acreditam que a meritocracia deve ser mantida como política de estado.

Palestras

Ao falar sobre o papel transformador do servidor, Ricardo Balestreri ressaltou a importância da “média gestão”. É nesse nível, segundo ele, que as grandes mudanças são alavancadas. “No Estado brasileiro, há excesso de política e carência de técnica. Os gerentes meritocráticos são um passo nesse sentido: mais técnica no Estado brasileiro”, disse.

Já o superintendente do Sebrae Goiás, Igor Montenegro, criticou a falta de inovação dos governos, no mundo todo, em meio à mudança completa de todos os setores econômicos, impactados pela tecnologia. “O poder público é o único setor que não está se reinventado. É responsabilidade nossa começar. E não é amanhã, é hoje”, afirmou.

Ao abrir o encontro, o secretário de Gestão e Planejamento de Goiás, Joaquim Mesquita, ressaltou que a Seleção por Meritocracia, que já teve sete edições, se insere em um conjunto de ações na Administração Pública do Estado. “Precisamos discutir, aperfeiçoar e consolidar esse processo”, disse. Segundo o secretário, o resultado final é um atendimento melhor à população.

Fim do conteúdo da página