Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Inflação de Goiânia está em alta no trimestre

Publicado: Quinta, 05 Abril 2018 15:24

O Índice de Preços ao Consumidor de Goiânia (IPC) registra, há três meses, sinais de crescimento e chegou a 0,31% em março, contra 0,08% em fevereiro e 0,21% em janeiro. No ano, a inflação acumulada é de 0,60% e em 12 meses, de 3,93%, acima do indicador do mesmo período anterior, que é de 3,89%. “Embora os alimentos estejam em queda, outros grupos que compõem o índice não param de subir e acabam pressionando a inflação em grupos de despesas”, alerta o economista Marcelo Eurico de Sousa, gerente de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do Instituto Mauro Borges, da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB/Segplan).

No mês passado, as pressões para o avanço da inflação de Goiânia partiram dos grupos de vestuário (2,44%), artigos residenciais (1,55%) e saúde e cuidados pessoais (1,23%). Os destaques para estes grupos ficaram com roupas de mulher (5,45%); TV, som e informática (4,29%) e medicamentos (3,11%). Os demais grupos de despesas que ajudaram a confirmar o resultado positivo deste mês foram: transportes (0,62%), educação (0,40%) enquanto o de despesas pessoais ficou estável.

Três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram índices negativos: alimentação (-0,24%), habitação (-0,25%) e comunicação (-1,45%). Marcelo Eurico destaca que os grupos de alimentação e habitação, que são responsáveis pelos maiores pesos do índice, apresentaram variações negativas em todo primeiro trimestre deste ano. Já o grupo de comunicação refletiu a redução nas tarifas das ligações de fixo para móvel em vigor desde o dia 25 de fevereiro.

Destaques

Os pesquisadores do IMB/Segplan registraram, no grupo vestuário, alta de 8,96% na blusa feminina, de 6,58% na calça infantil e de 7,08% e no preço do sapato masculino. No grupo artigos residenciais (1,55%) foi observado reajuste nos preços de vários produtos, entre eles o conjunto de som (8,96%), aparelho de DVD (4,76%), microcomputador (1,22%); conserto de televisão (12,77%), manutenção de aparelhos domésticos (4,00%); rack para TV e som (4,37%), guarda roupa de solteiro (2,87%) e de estante (5,99%).

No grupo saúde e cuidados pessoais pesaram os aumentos de consultas medicas (2,85%); medicamentos como anti-inflamatório e antirreumático (4,08%), calmante (3,98%), antiulceroso (3,73%), vasodilatador/pressão arterial (4,72%), além do sabonete (2,48%) e papel higiênico (2,16%).

Os combustíveis voltam a pressionar o grupo de transportes com a alta do etanol (4,48%), gasolina comum (1,13%), óleo diesel (0,28%) e da motocicleta (4,34%). Na educação pesaram os aumentos do curso de informática (3,54%) e artigos de papelaria (1%).

O grupo com maior peso na composição do IPC de Goiânia, o de alimentação, continuou em queda no mês passado, seguindo a tendência registrada em fevereiro e janeiro. Os destaques foram para o arroz (-1,30%), feijão carioca (-6,82%), feijão preto (-2,75%); repolho (-10,20), batata inglesa (-9,65%), tomate (-5,43%); carne bovina: musculo (-4,67%), lagarto (-4,18%), patinho (-2,68%); carne suína: lombo (-3,84%), pernil (-3,55%) e frango em pedaços (-2,66%). Também tiveram queda o açúcar (-7,14%); sorvete (-2,40%); café moído (-3,07%); banana maçã (-21,35%), maçã (-7,74%); linguiça toscana (-6,79%); queijo frescal (-6,24%), requeijão cremoso (-2,22%) e óleo de soja (-1%). Na alimentação fora do domicílio tiveram queda os preços do almoço a peso (-0,83%); lanche: refrigerante 290ml (-2,44%) e do salgado (-0,45%).

Tiveram queda de preço no grupo de comunicação os serviços de telefonia fixo residencial (-2,01%) e na habitação a energia elétrica (-1,43%), gás de cozinha (-0,83%); cera líquida (-4,33%) e detergente líquido (-1,94%).

Cesta

Com a queda dos alimentos, ficou mais barato comprar os 12 itens da cesta básica. O trabalhador goianiense, que tem como renda um salário mínimo (R$ 954,00), pagou em março o valor de R$ 294,59, variação de -0,06% em relação ao valor registrado em fevereiro. No acumulado do ano o custo da cesta básica já caiu -1,26% e em 12 meses, -9,33%.

Dos 12 itens da cesta básica, sete tiveram queda: carne (-1,86%), feijão (-3,68%), arroz (-1,30%), café (-3,07%), açúcar (-7,14%), óleo de soja (-1%) e frutas (-4,06%). Aumentaram os preços do leite (5,56%), farinha/massa (0,58%), legumes/tubérculos (2,69%), pão (1,92%) e margarina (0,70%).

Comunicação Setorial – Segplan

Fim do conteúdo da página